Acordei com uma súbita sensação de estar voltando à tona, depois de longos minutos submersa. Um ar novo no peito. E uma certeza de poder conseguir viver sem o medo dos tubarões no meu encalço. A capacidade recém-descoberta de enxergar a mera beleza do infinito, do simples (porém magnífico) encontro do céu com o mar. Estou nadando, agora. Sem pressa, sem aflição ou medo de me afogar. Apreciando a paisagem. Já consigo vislumbrar terra firme. Sei que em breve meus pés pisarão a areia clara e fofa da praia. Mas sempre que eu quiser voltar à agua, agora, me sentirei em casa, também.
segunda-feira, 12 de maio de 2008
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